quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O pôr do sol também é para os miseráveis...








Manhã fria, é mais um dia, arte da natureza à mãos livres, sonho, utópico sonho de um amor suburbano neste solo de incerteza que piso, mas eu não preciso perder todo o senso de direção, eu não quero deixar de mencionar o termo "coração", agora uma prece, ah, se desse, ah, se fosse possível uma chuva colorida para me tornar visível, poder enfim sair na fotografia da minha cidade ao sol de um dia lindo, ao som da minha canção predileta do Chico, "Buarquear", deixando pra trás a trouxa repleta de frustração que trago nas costas, agora ouça, encontrei uma moça bem parecida comigo pra compartilhar a solidão da cidade, um gole de felicidade na minha velha garrafa térmica, olhei ao redor, estava falando sozinho, pagando de "sem noção", porra, outra vez alucinação, refiz-me na compostura, um bom vagabundo de volta à sua trilha, arte da tarde, céu de baunilha...



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