sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

domingo, 25 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

E como teria sido o ano para Charlie Brown?






Este ano foi um ano de puro desamor próprio, tirei pra esquecer de mim, em busca de "níqueis" de simpatia, de tantos acasos, infelizes ou enfadonhos em sua maioria, mergulhos no tristonho vazio, na utopia de, em meio ao branco absoluto, ser atingido por pingos de cores que fossem, 
mas outra vez não foi assim...este ano foi de breves momentos de sorrir, seguindo a solidão com força maior, sob a crueldade de falsas esperas no triste contraste com a realidade de anos e anos sem primavera, a quase que plena certeza de não pertencer à lugar nenhum, aborrecimentos e impaciência gratuita por conta da muita falta de sorte, na verdade, graça necessária para enfim ser notado, o patamar de "milagre" de ter alguém ao lado, lembra aqueles velhos dias onde foi chamado justamente assim:"Meu milagre", parecia ter chegado pra salvá-la da invisibilidade, mas foi só mais uma das tantas que se apavorou com a intensidade do coração e tanta coisa
presa, é, este ano tive a certeza de ter simplesmente aterrorizado bastante gente com a minha aura diferente de esperanças em demasia e tristeza, sim, este ano foi mais um ano de sentir-se menos esperto, repleto de tanto "partir" sem sequer perceberem que horas eu saí, 2016, acreditei, tentei e desisti...

domingo, 11 de dezembro de 2016

Insanidade dominical






Ah, quem dera tivesse desaparecido, reaparecendo só na terça, 
hoje é domingo, tédio garantido e antes que eu esqueça, bem, 
de qualquer forma até aqui ainda não consegui, tipo, apagar 
os contornos do teu lindo sorriso largado da minha memória, 
uma canção triste insistente e aquele pensamento constante 
de você contente entre estranhos, totalmente alheia aos encantos 
que lançaste feito decoração hipster nessa casa de desamor que 
sempre foi meu peito, odeio o termo "perfeito", meus sonhos se 
traduzem em simplicidade, eis a minha cidade no domingo, eu 
sou um cara esquisito parafraseando don Raulzito, "Ah, mas 
que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado, falsos 
sorrisos sob um sol de brilho opaco, ninguém que eu queira ver 
por aqui e eu acho tudo isso um saco..."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Silencioso






Lugares ermos, lugares ermos, sons de lamento, a trilha sonora do vento, aqui como sempre falando comigo mesmo...neste instante me sinto distante e espiritualmente doente, estranhos vazios e uma dolorosa impressão de que ninguém mais sente, algo pesado no ar, a tonalidade do céu, sei lá, a sanidade esvaindo-se, uma cratera no estômago transformando-se num túnel, aeronaves, submarinos, sonhos alheios, tudo, tudo passa através de mim e sinto-me cada dia mais feio! Encaro o mar de modo assustador, como que prestes à me deixar afundar, sei lá, é uma saudade de cantinhos onde nunca estive, uma falta de sensações que nunca tive na vida, quem passa e me vê assim imerso poderia cogitar uma vibe suicida, mas só estou mentalmente à deriva nos mares suspensos do universo, bem, deixa, você não entenderia, não há pra quem confessar meus pecados de ingratidão, daqui eu vejo sorrisos de quem adormece tranquilo e continuo insone, a velha fome de pele, as pessoas fazem grandes planos, aquela coisa de fim de ano, espírito natalino e tal e ainda me sinto menino esquecido, o marasmo traga meu entusiasmo, não há para onde eu corra, porra, oh não, lá vem melancolia de novo, amarga brada a alma: Foda-se ano novo!

domingo, 4 de dezembro de 2016

O sorrir de um dispensável...






Veja o dia amanhecendo num país enlouquecendo, carnes vis, 
oi, meu nome é absurdo e irei aonde fores pela cidade de poucas 
flores e imbecis querendo chegar aos 25 e dizer que já fizeram de 
tudo, se dizem "astutos", se dizem "mente aberta"e eu vou vagando 
pela noite deserta desse lado da calçada da vida, me habituando a ser 
esquecido e aprendendo a duras penas a esquecer no bailar do meu doce 
enlouquecer e rodopio sob a chuva imaginária, na direção contrária dos 
"perfeitamente normais", pois há muito ela já me ignorava, mas quando 
decidiu olhar eu nem estava mais lá, enfim prestou atenção no céu noturno 
e sentiu o peso da escuridão, a textura do vazio, se viu lembrando, só assim 
pra fazer de mim "gente", agora caía em si que eu era alguém, considerava
o fato d'eu também ter um coração, sim, eles me chamaram "sem noção",
que meu nome é absurdo e o veludo do céu já desbotava, encerrava o final de 
semana, estava bem longe, já de volta pra casa ao som daquele dedilhado, 
"Central do Brasil", Legião Urbana...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016