sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

domingo, 24 de novembro de 2013

Doido e o amor super bonito!

Em nossas vidas de dias
tão comuns, encontrei-a sozinha,
sentada numa praça sem graça, era um
qualquer me sentindo como nenhum
outro se sentiu à tua proximidade,
saudade à primeira vista, medo e ternura 
singular, torcendo pra que tu realmente
exista, morrendo de vergonha de pedir 
pra sentar; era eu aquele pobre amante de
roto paletó te olhando como quem admira
um diamante, ali feito abestado, perdido
nas curvas do teu lindo rosto arredondado,
apenas um sonho de padaria à mão, os bolsos
do jeans cheios de "não's" e a quase plena
certeza do "nunca", me apaixonei pela tua
imagem negativa auto-hipnótica(hein?),
eu só queria ser esquecido pelo mundo contigo,
e por alguns segundos achei a gente muito parecido,
queria dividir a solidão da cidade, um gole de
felicidade na minha velha garrafa térmica, olhei
em volta, tava falando sozinho, fim do mês, ah não,
alucinação outra vez não!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sob o sol e só

Rima dos rejeitados, 
quem sou eu? As aventuras
do desprezível apaixonado,
um sujeito sujo invisível, a barba 
por fazer, teimando em não crescer;
quem sou eu? Eu sou o desgosto no
rosto do rapaz escondido na roupa
de bicho em frente à loja de segunda,
eu sou o catador de lixo, o carinha de
paletó de porta em porta, o palhaço
melancolia esperando a torta na cara,
eu sou todos os desprovidos de carinho,
que sempre voltam pra casa sozinhos,
e à cada fim de festa, sorvetinho na testa,
as aventuras do desprezível apaixonado.
rima dos rejeitados, quem eu sou?
Soy un perdedor!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Coração, vago vagão!



"Ói, ói o trem",
triste sem, quase 
fim de novembro, 
o expresso-tempo 
voa, e eu continuo
fazendo parte do clube 
de um só membro, perdoa 
pelos versos que escrevi no
teu muro, mas é que quase 
todo amante que se preza é 
assim, imaturo; quebro a cara
e o tempo não para, outra vez 
a lua e a vida continua, não
sei o que é, mas algum José
num-sei-do-quê aí diz que
encontrou um negocinho
chamado amor, outro dia
uma fulaninha também disse
que achou, eu tô parado na
avenida vendo os dias passarem,
quantos minutos fazem que você
me deixou? 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

O mundo ri do rei, o rei do mundo ri...

Beijos e bocejos, 
cama de gelo, o universo 
paralelo do pobre rei sem 
súditos à espera de cuidadosas 
mãos para lhe afagar o sono, 
a rosa rumorosa e o cão sem 
dono em mundos que não se
cruzam, cujas nuvens escuras
acusam ao menor calor do rubor
de rostos, 'té mesmo a  mínima 
proximidade de dedos, desgosto,
não há segredos nem novidades 
no previsível mundo do homem 
invisível com o coração partido, 
ser puro, qual o sentido? 
Quem se importa, quem se comove
se só chove no escuro atrás da porta 
onde meu amor se esconde, um "olá" 
da tristeza, "prazer em vê-lo", cama 
de gelo, beijos e bocejos...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ei, cara, encara o mar!

Ei, cara, encara o mar!
O corpo manchado de tinta,
cento e trinta, um edifício de
tristeza por andar, e você poderia
estar caindo do topo, deslocado
por um soco da noite cruel, saudade
de aviõezinhos de papel, "Eu queria
dizer que te amo numa canção", uma
vitrola nas alturas fazendo a trilha
sonora das últimas amarguras antes
de chegar ao chão; a vida diante dos 
olhos, a doce lembrança da bicicleta
presa nas grades da biblioteca, as pobres
cartas escritas pra alguém que talvez nunca
venha, simpatia, a incessante busca por um
lugar que tenha, e mundos mais interessantes,
existir e insistir dói do mesmo jeito, fitei meu
inimigo espelho outra vez e vi que não era
assim tão velho, escolho estar subindo ao
invés de caindo, com esse corpo manchado
de tinta, cento e trinta, um edifíco de alegrias
por andar que emerge no meio do mar!

domingo, 3 de novembro de 2013

Meio minuto...

Desonra ao gênero,
trêmulos lábios de frágil
ingenuidade, sou aquele
menino feito de cristais
finos que se atira quase
todo dia da escada na falta
de novidades e por não ser
assim tão divertido, é baby, 
pois que fique então subtendido
o quão insignificante sou pra ti,
choramingo, sou declaradamente 
aquele estúpido inocente das noites
de sábado, um solitário otário na
manhã de domingo, o peito arde
em meus versos vãos, aviso: Não vão!
Meu funeral será segunda-feira à tarde.... 

sábado, 2 de novembro de 2013

Que tal se eu fosse o rei do quintal?

Nesse exato momento, lamentos...
há histórias chegando ao fim, assim
como tem gente feliz com recentes
segredos inocentes; mãos deram-se
pela primeira vez após um mês de
desencontros, colisão de mundos,
o lábio e o rosto, perfeito oposto
de mim e o "sim", o sorrir que não
me cabe, ao menos não por muito
tempo, volta e meia o mar pra se
estar só, um beijo, me vejo na praia
ao longe, numa espécie de realidade
alternativa e volto à sentir dó, mas
eu sei que o céu sobre a torre Eiffel
não se compara à minha visão por
detrás das folhas do "pé de pitanga"
e o varal do quintal, cá um rei arruinado
sobre os escombros de um coração em
assombros, marasmo, 'tadinho, e como
cantaram Roberto e Erasmo, "Sentado
à beira do caminho", e pelo visto, só me
resta lembrar que eu existo...