terça-feira, 10 de outubro de 2017

Outras rimas, outros rumos






Outra vez o fim do dia, com o passar do tempo a frustração se converte em sabedoria, a beleza forçada"enfeiando" à medida que envelhece e a pretensiosa certeza por fim desaparece; meu olhar em par com a rebeldia dos teus cabelos em movimento frente ao mar, teu sorrir despreocupado, despretensioso na veracidade da tua simplicidade elegeu-me o dito amante, com uma estrada de amor à perder de vista sob pés outrora fatigados de desesperanças, renovadas forças para retomar as andanças, e assim fizeste da alegria a protagonista do filme da minha vida e a porra da solidão mera coadjuvante, sem foco, quase que totalmente esquecida...

 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Triste como meus ídolos...








Eu sou o palhaço "fracasso" em plena segunda feira, eis o abismo de mim e cá estou à beira, ó, dia perverso, treinei, tentei, mas não tive sucesso em mais uma tentativa de esquecer o som da tua voz, vontade, mortal vontade de estar a sós sob a claridade da lua refletida no teu globo ocular, disfarça, acho que vou chorar, pois a vida vai perdendo a graça, o tempo passa e a gente se convence cada vez mais que não vence, rumos, rimas e afins, "Todo dia parece domingo", tristemente cantou aquele menino franzino com o ramalhete de flores no bolso traseiro do jeans...

domingo, 1 de outubro de 2017

De instante em instante some!







A graça dos teus movimentos nos momentos mais desengonçados, meu filme cult, meu chá de camomila, as antigas lentes das minhas pupilas te filmaram indo embora há cerca de 1 hora atrás, o ônibus se afastando, a melancolia se aproximando com a falta da tua gentileza, volta a incerteza, vem cá e pega a minha mão e leve-me pra bem longe da terra dos "não's" porque na terra do Nunca a gente voa e é feliz, penso no formato do teu nariz, meus lábios tremem, Deus, como é linda tua imperfeição, meu doce sonho sem previsão, o teto da noite feito vazio à perder de vista, olho pra cima, quantas rimas sofridas para que enfim sejas minha querida?

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tão, tão perto!






Assombrado, quanto tempo fui assombrado por amores do passado, por incontáveis vezes incompreendido e frustrado, agora solitariamente calmo e isolado, na boca ao invés de um beijo, um bocejo, um sorriso sem motivo, grato por estar vivo, agora tentando sintonizar o canal da tua frequência mental, elevando o pensamento, visualizando minúsculos cavalos marinhos imaginários rodeando minha cabeça de forma ritmada ao som da flauta doce, ah se fosse você aqui à bailar, realmente, além desses devaneios da minha mente, todos os lamentos que depositei na solidão do oceano me garantiram livre acesso à praia desabitada do teu peito e nem imaginas que estou no sal da tua pele, no respingo d'água no teu cabelo, o céu, o sol, nós dois enfim a sós...
 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

E que venha a calmaria...






Um dia o infortúnio me nomeu "poeta otário", era uma vez meu último amigo imaginário, Bowie  se foi, meu olho não disfarça a tristeza da qual sou cativo, tanto que ando implorando por uma dor de espinho que seja, só pra me sentir vivo, a solitária busca contra estranhas forças da natureza, ó, cidade cor de chumbo como densas nuvens de incertezas num céu sem novidades, acaso, obscuro acaso nosso de cada dia, adia encantos, odeia reencontros, mas hoje eu tô sentindo um cheiro assim tão bom, ilusão ou não, permanecem os devaneios de uma boa colisão...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Chuva de mudanças






Tardia sorte e aquela velha utopia, outra vez segunda-feira, sei lá, talvez besteira, meu reino por um amor que curta bike e não me cause um baque de dor, os neuróticos aderem à mediocridade temendo uma proximidade que tire do sério e meu coração caótico ao anoitecer, com a mesma oração de um dia deixar de ser; a cada amanhecer à espera de uma chuva diferente, aquela que milagrosamente nos traz gente nova e a vida então se renova, gente sem preconceitos demasiados pra prestar mais atenção na gente, gente pra saber como a gente realmente é, gente pra ajudar a estar de pé, mas confesso embaraçosamente, o tempo passa e cada vez mais eu odeio...gente.

sábado, 16 de setembro de 2017

Esperas maltratam pra caralho!






Olha o dia terminando, olha o cenário anoitecendo, de vazios bem entendo, passa, eles sempre dizem que passa, me sinto tão sem graça sob o mau humor de um céu nublado, como se minha vida inteira tivesse sido apenas a porra de um filme dublado, primavera interior, bem, seja como for, não, não sou mais, eu era, e enquanto isso as ondas beijavam a praia em meio à escuridão, ao som das gaivotas, eu só tenho pra mim a solidão da incerta espera da tua volta...