quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Codinome: Sem nome!

 
Após ter escurecido, 
nossos ossos enfraquecidos,
um dia pra envelhecer, sem 
mais ninguém pra esquecer,
ei, foi há quase dez anos atrás 
que eu te escrevi e nunca mais 
te vi; lembrei do teu jeito de fazer 
me perder, até no  modo de prender 
o cabelo, da suavidade dos pêlos do 
teu  braço que faziam-me violar leis 
da gravidade, um rolé no espaço pelas 
avenidas de vênus, dez anos  depois, 
nós dois cada vez mais pequenos e 
encolhendo, ninguém nos escolhendo,
meu olhar cansado não te esquece, de 
tanto que voltei a VHS das minhas memórias 
de ti, especialmente naquele momento onde
disseste que não querias que findasse o encanto, 
de novo e de novo no mesmo canto, a princesa e 
o estorvo do mundo deitados lado a lado num 
estado de sono profundo, a noite me acusa, plágio 
de Cazuza, balbuciando ao teu ouvido "segredos 
de liquidificador", band-aid, anador, um sonho, 
suponho, um dia pra envelhecer junto, apesar dos
nossos ossos enfraquecidos após ter escurecido...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cult movie(Querida)





A graça dos teus movimentos
nos momentos mais desengonçados,
meu cult movie, meu chá de camomila,
as antigas lentes das minhas pupilas te
filmaram indo embora há cerca de uma
hora atrás, o ônibus se afastando, a melancolia
chegando mais perto quando me sinto menos
esperto, pega minha mão e me leva pra terra
dos "nãos" porque na Terra do Nunca a gente
voa e é feliz, penso no formato do teu nariz e
meus lábios tremem, Deus, como é linda tua
imperfeição, meu doce sonho sem previsão,
quantas rimas sofridas pra que um dia sejas
minha querida?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Desperdício...

Um parto, 
alguém parte,
domingo à tarde,
ah, quem dera estar 
deitado ao teu lado 
em alguma cratera 
desabitada da lua, 
após um passeio à 
sós pelas ruas vazias 
das minhas memórias 
de decepção, devaneio 
sem reação, tento, não 
quero, me desespero e 
me declaro teu, a tristeza
acena e olhos nus nunca 
verão, ofuscados pelo verão, 
cena de um filme mudo, tuda
muda, e de repente já não era 
mais sol no céu...

sábado, 19 de outubro de 2013

Ah, se eu pudesse...

Lodo nas paredes de gelo
e quadros das mais variadas
lembranças idiotas, um aviso
de "Não perturbe" na porta,
um iglu no fundo do mar, é lá 
que fui morar, desde que tua mão 
invisível atravessou e tomou forma
sólida dentro do meu peito, rasgando-me
os orgãos, me deixando um pouco mais
órfão! Dias sem interação social, a visão
de uma nau naufragada, e nada mais além
do silêncio da escuridão, imensidão, a luz
fraca do sol lá em cima, rimas de um eremita
submerso sendo perdido de vista, sem notícias
suas, sem visitas, não tenho muita certeza, acho
que tentaram me ligar de algum lugar, só que eu 
não estava lá, andei ocupado tentando dizimar
todos os vestígios do teu sorrir em mim, ainda
que sem sucesso, peço à Deus que me livre das 
tuas canduras, prometendo comer mais verduras, 
ser um bom menino, ouço um sino, uma campainha,
7:30 da manhã, tô meio rouco, acordei pra morrer
mais um pouco...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Graça em nada!



Corpos tremeluzentes,
chuva de granizo de tantos
sorrisos, às vezes a alegria
alheia dói, sabe...
um borrão no desenho bonito
da noite, olha eu ali  no canto
sem mais encantos, uma gota
cinza no arco-íris ao partires,
bem como uma vez Tim Maia
cantou:" Ela partiu e nunca
mais voltou", mais tarde disse
em "Velho Camarada": "Mas
não ligue, ela vai voltar", e
eu não sei mais o que pensar,
eu num sei mais é de nada!
Ando pela cidade, pôrra, não
vejo novidades, o céu me traga
e estraga os pulmões do dia,
sou um cigarro de quinta categoria,
pisoteado pelo salto alto da dona
felicidade, amanheço, permaneço
aqui deitado porque não sei mais
o que faço, a vida é um parque de
diversões e eu acho tudo isso um saco!

domingo, 13 de outubro de 2013

Meu olho pro soco e tinta para os narizes felizes...

Tinta para os narizes felizes,
nesse exato instante me ponho
à perguntar o que eu faço aqui 
parado em frente à esse restaurante,
tolice, eu não pertenço à superfície,
meu lugar é ali no mar, onde as ondas
escondem meus sorrisos sem graça,
o tempo passa e eu admiro, mas prefiro 
estar aqui vendo a cidade de longe, envolto 
em nostalgias do quanto ali sonhei e nunca
tive, da última vez que te vi, do quanto vaguei
até que um dia entreguei os pontos, como heróis 
arruinados de tristes contos, há muito perdi o poder 
de voar e agora chorava nos pontos de ônibus e estações,
olha, lá vem o trem da melancolia de vagos vagões, certo
é que não me queres mais, tu o dizes, bem como meu olho 
é pro soco, assim é a tinta para os narizes felizes...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Longe de mim

De volta à ilha 
após incontáveis 
dias à deriva, quase 
enlouquecendo no oceano
de  enganos, e mágoas pra 
deixar  nas águas do esquecimento; 
outra vez  tive o coração apto, mas 
pela força do hábito perdi novamente, 
e eis-me aqui rastejando pra qualquer 
lugar longe de gente, sumo sem rumo, 
desafortunadamente sempre reapareço 
onde o apreço é escasso, preciso urgentemente 
de uma semana no espaço, Extra! Ouça, moça:
Outra dona que esquece o par e abandona o barco
em plena tempestade do mar de edifícios da cidade, 
e flores  de  plástico pra mais um fim trágico de outro 
amor que desfalece...

sábado, 5 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Memórias à furtar...

Perambulando pela calma dos bairros já silenciosos,
sou aquela sombra que some na esquina, enquanto a
ex-menina dos meus sonhos dorme, e sorrateiro, resolvi
entrar de mansinho na tua mente, na qual fui atualmente
despejado, então adentrei me sentindo indesejado, só pra
roubar os últimos vestígios de mim em ti; quero atear fogo
nas memórias que ainda restam desse menino descontente,
baby, eu não quero que você simplesmente me esqueça, nem
só desapareça, preciso desesperadamente do teu menosprezo
pra não me sentir mais preso, fim do mês, quero me repudies, 
que me odeies de vez!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

De se acostumar...


O tempo passa e nada mais
de alegria dividida, dias, dívidas,
dúvidas e a vida perde a graça;
me perco numa chuva de asteróides,
teu sorrir bem longe daqui, tão alto
e tão escasso, vou caindo em poças
de melancolias nossas que se formam
nos buracos negros do asfalto no espaço,
vou aqui ensaiando esquecer o som da
tua voz, a mortal vontade de estar à sós
sob a claridade da lua refletida no teu
globo ocular, acho que vou chorar, acho
que já não me encaixo na caixinha de
música que tu tens no peito, volto pra
casa sem jeito, sem asas, a vida perde
a graça, o tempo passa e a gente se convence
que não vence...