domingo, 3 de abril de 2011

Ternura, alma de pintura!

















De coração frustrado,
à coração listrado;
Deus, pois, devolvera
o sorriso pintado à giz
de cera, por mãos
infantis, de tão gentis
lábios, e tão sutis traços.
Ah, as suaves manhãs
em que ela acorda de
uma tela, torna-se uma
pintura viva, e vai viver
janela à fora, saiu 'inda
agora pra rotina de ser
menina o dia todo, mas
ao anoitecer, volta à ser
cores do quadro das flores.