segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Passageiro...




Noite de domingo, em alguma a.m. toca Carpenters,
as luzes da cidade passam por nós na velocidade de
violentos ventos, estamos há poucos minutos de uma
nova segunda-feira após uma semana inteira desperdiçada,
outra vez fracassamos, e apesar do penar, nada; ah vá, que
seja, veja o rapaz de all star surrado com um canto triste sussurrado
nos lábios, quase adormecido como esquecido nas entranhas de
um estranho peixe sem guelras e com janelas, nuvem, tristonha
nuvem feito cama onde o drama sonha com as covas daquele
rosto macio à se distanciar, mesmo tendo deixando tão à mostra
o quanto gostas, era o último cara no último ônibus do final de
semana sem ter pra onde nem com quem ir, pensou ser o primeiro,
coitado, pobre e reles passageiro, não, não pode, a graça com que
a tristeza nos fode, mas ao longe o antigo amigo mar se revoltou,  
Ela partiu e nunca mais voltou

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mas assim...ficaremos bem? Não? Então tá.




Naquela parte da praça, olhandoo as crianças brincando
no escorregador um jardineiro triste sorri sem graça com seu
fiel confidente, o regador, e enquanto isso, no alto-falante do
carrinho de sorvete próximo ao parquinho toca "O Barquinho"; 
nesse exato momento alguém especial foi achado, ao passo que 
outro qualquer foi deixado, bilhetinhos para se guardar pelo resto 
da vida, quilométricas cartas de despedida, em alguma parte da cidade
o início, em alguma parte da cidade alguém parte, em alguma vitrola toca 
Vinicius. Do mar eu vejo o avião que na tela se minimiza, da janela a moça
vai sumindo, o menino na água se inferioriza, e aos que tiveram mais sorte 
que nós nas separações das relações, o nosso apelo:" Perdemos, mas enquanto 
pudemos, tivemos zelo.", uma pena, elas continuam querendo cada vez mais perto 
aqueles tipos super espertos vugo traiçoeiros, universo conspira, primeiro de abril, 
um coração enfim se abriu pra mim...MEN-TI-RA!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ela disse assim


Quase fim de ano, um recife bem no meio do oceano,
onde aquele menino que escreve têm vivido com febre
nos últimos três meses, consequência do pouco entusiasmo
que moça às vezes têm empregado na leitura de seus versos
feitos em papel impermeável, olha lá o miserável esmorecido
de carência! Do seu esconderijo submerso ele a viu bater a
porta de um fusca feito de nuvens e berrar: "Avante!",  não
deu pra ver quem estava no volante, mas pela arrancada após
a gargalhada de certo era alguém satisfeito em vê-lo sozinho
e se distanciando no reflexo do retrovisor, ali parado à beira
de um asfalto imaginário com cara de otário lembrou de ter
achado graça naquela noite de domingo, quando ela sussurrou
sonolenta, assim, quase, quase dormindo:"Jamais irei à Marte!",
agora chorara ao entender finalmente que ela quis mesmo dizer foi:
"Jamais irei amar-te!"