quinta-feira, 21 de julho de 2011

Que valham as contrações!
















De dentro pra fora, de fora pra dentro,
as entrelinhas da beleza, que também,
e melhor rima com incerteza; por muitas
vezes o aparentemente apreciável oculta
fissuras, que nem essas estátuas de parque,
vistas de longe, notável com a aproximação,
o sol de verão expõe as falhas, os rigores do
tempo, a valsa triste do vento com as folhas
caídas das árvores, e eis que tudo enfeia, aquilo
que somente foi belo aos olhos,será enterrado
em covas de nostalgia, e qual seria a rima mais
apropriada, e como poderia ser chamado, o que
melhor fica com o passar da idade?..ah, caridade...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Translucidez















O chão, onde meus pés
tocam escurece, eis aqui
uma sombra no meio da
chuva, o sol esquece de
como eu era, obtenho
êxito na minha tentativa
de invisibilidade, em plena
primavera; de tempos em
tempos, desfamiliariza-se,
pois, a simpatia de mim,
como as folhas das árvores,
ao vento, em outonos, veja
os contornos distorcidos do
meu semblante conformado,
o descontentamento rima
certinho com meu voluntário
isolamento, tipo, feitos um pro
outro, um perfeito casal de otários!