terça-feira, 30 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pra toda simploriedade do mundo, costas...




















Se tu soubesses, ah, se sonhasse,
ao menos, com todas as conversas
imaginárias que já tive contigo, tento
tento, e não consigo, é um choro preso
de muitos verões atrás, nem sei mais
quanto tempo faz que não tenho algo
assim, além de desprezo; na verdade,
nunca tive algo tão bonito como tu
poderias ter de mim, imagino beijos
na palma da tua mão, e na junção do
teu braço, de joelhos, um abraço em
teus quadris, sentindo ventos primaveris
no rosto, poderosamente simples, mas,
ao invés, cá estou nu, simplório outra
vez, de tão exposto, o peito flamejante,
e lábios tremendo, ao oposto, o frio do
que se não pode ter, continuo à escrever
meus frustrados versos de amor, e dor, e
ainda continuo tendo da vida, o inverso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Espinhos da derme




















Encanta,
beija e sobeja,
inebria o pobre
abstêmio, excita,
irrita, põe a cabeça
à prêmio na mesma
bandeja que oferece
o céu, começa pelos
olhos, mel sobre a
língua, e míngua
pelos olhos do poeta,
foge em forma de
lástimas, chamadas
lágrimas, bem rima
com incerteza, o que
é meramente pele,
fere, tantas vezes
má, beleza...

domingo, 21 de agosto de 2011

"Adolesciências" dos dias de quarto




















Pelos asfaltos da noite afora, mantenho a
coluna ereta, sorrindo comigo mesmo, num
passeio de bicicleta, penso em tudo que eu
poderia ser, e não sou, rio que nem bobo,
acho que é por causa da lua borrada de nuvens,
a beleza escondida, que nem a tua, por trás das
frias paredes do teu quarto, onde o mundo que
tu projetas, desmorona todo dia, reduzindo-se
à escombros, estou longe, mas próximo pelo teu
vazio, que nos põe ombro à ombro; hoje decidi
sentar ao teu lado, na janela, e ouvir sobre teu
inverno interior, essas folhas soltas de caderno
pelo chão, o engano da perfeição que tu tens
esperado, estranhamente quem lhe cativa os
olhos é quem mais te maltrata, deixa essa tua
falta escorrer no meu peito, deixo você chorar
em mim, fosse assim, assim fosse, mas é só meu
espírito que está contigo, em pensamentos, tenho
medo que tu descubra, e me jogue ao relento, ergo
a cabeça, ainda estou na minha bicicleta..ao relento...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Chance
















Horizonte amarelo,
o fim do dia sem graça.
e sem jeito, o cabelo
preto perfeito da noite
à deslizar pelas costas
nuas da tarde até o mar,
e anoitece; novamente
ela esqueceu de mim,
pra onde estariam voltados
estes lábios teus, em forma
de lua, "minguantemente"
sorrindo por trás de toda a
negrura do véu de cetim, céu,
e quando haverás, pois, de notar
que eu também sou gente, sabe
o que é, já faz muito, muito tempo
que eu estou na tua...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Pela crença nos sons das cores...

















Atenua a angústia,
perfumando as possibilidades
àquilo que nos chega como
"fora de alcance", nuances
de distâncias, fragâncias de
proximidades daquilo que
mais se deseja nesta hora,
pensei muitas vezes em ir
embora, mas sempre me
aparecram bons pretextos
pra que se volte à acreditar
que ainda valha à pena ficar,
penso, penso, e fico sonolento,
foi por fé, que senti o alento
dos meus lábios na palma da
tua mão, e dos "canteiros" dos
teus cabelos, contrariando a
razão em um suave "boa noite",
adormeci, cheirando uma flor
ao lado do travesseiro.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dona simplicidade
















Menino-fracasso, sobrenome fiasco...
a cada inconstância, reflexos da infância
que nunca o abandona por completo, a mesma
rua sem saída onde mora, a redoma sobre sua
casa, como um teto de contínuo céu sem lua;
aceita tudo com muita facilidade, e sempre à
espreita pela cidade, te encontro no azedinho-doce
do maracujá, nos lábios, e faço de conta que é nosso
beijo mais secreto, te encontro no ermo da praia,
e finjo que a brisa em minhas costas nuas é você
chegando de surpresa, após anos de ncerteza, afim
de me salvar. caio em si, e suplico à Deus, piedade,
que me valha, pois, do direito de me ajoelhar num
doce pedido de casamento, meus lamentos por
testemunho de anos de solidão, e fidelidade, pra
então poder ser dela, a dona moça, simplcidade.

domingo, 7 de agosto de 2011

Pra variar, à me contrariar















Olhando em volta
na penumbra do
quarto, por conta
do sono perdido bem
antes do amanhecer,
passei à ver tudo em
preto e branco, que
nem gato, as cores
insistentemente teimam
em fugir dos meus olhos
"felinos", pela evidente
falta de posses, a má sorte
avaliou meus escritos como
"rimas indigentes", um pobre
menino que, por não ter uma
amada, foi apelidado pela
irônica escuridão de"Poeta
das coisas inanimadas", mal
sabe ela, maldita, saindo o sol,
vida fluirá através da luz, que
será por holofote, no palco da
única rosa na minha janela.

sábado, 6 de agosto de 2011

Descompassos tais...


















Com o findar
do dia, parecia
enxergar as cores
indefinidas do
infinito, além do
limite azul sobre
mim, um olhar
perdido assim,
que nem esse de
agora, minhas
coronárias são
como avenidas
em plena madrugada,
um grito silencioso
a ecoar pelo vazio
lá fora, um frio no
peito por não ter
dons, e minhas
músicas da alma,
sequer têm tons...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011