segunda-feira, 29 de outubro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

"Fia"



 "Fia, como foi seu dia?"
Se só cabe à mim importar-me
assim, à distância, faço como
na infância, pergunto no ar;
Segredos, medos, e sem ter com
quem partilhar, tudo mudado,
'té mesmo a arquitetura do bairro,
o que mais há de ser transformado?
Quanta coisa se fazia há algum tempo
atrás, e não se faz mais, quase fim do
ano, e aquele fulano cê nem sabe por
onde anda, olho a noite na varanda,
tempão mesmo que não a via, como
foi bom rever-te, mesmo que em sonho,
mas que céu estrelado, tanto que risonho,
esse, nostalgia, tua cara...fia.
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sob teu mundo, sem nada saber sobre ti...





Por sobre mim,
uma espécie de céu
sob tua cama, um cãozinho
especial, racional  e tão ao léu;
quase nada ama-se à si mesmo,
sempre à observar teus pés quando
se vai, espreguiça-se, e prepara teus
"se's" à quem mais te lisonjeia, e a
trata bem. Como uma cascata particular,
às costas teu cabelo cai, há muito, muito
tempo sem lar, sem um peito pra morar,
e sem jeito pra dizer ao menos o quanto
te olho, termino a madrugada ao relento
do teu esquecimento, aqui fora chove, me
molho, volto pra debaixo da tua cama já
quase amanhecendo, mal cochilo, e cê já
vai saindo outra vez, a visão da tua nuca
é a minha mais perfeita definição de "nunca"
 

domingo, 21 de outubro de 2012

Pa-na-ca!



 Sem mais sonhos
de porvir, perto de
nada me proponho
estar, nadinha mesmo
por vir, nem mais o que
esperar, ahnhan, tá, nem
é seu o desgosto, sorria,
com gosto, ambos sabíamos
que outra vez ela não vinha,
alegria, para a cara, torta, e
para a porta, cara, claro, a minha!

sábado, 20 de outubro de 2012

Se eu tivesse previsto...





 Sei, nem lhe interessa,
e tem essa tal pressa tua
de viver, mas se um dia
quiser vir ver, baby, saberás
que não é frescura, e o que
trago no peito não é uma mera
rachadura, é um estrago, uma
verdadeira cratera!
Quisera ter previsto, perdão,
nunca teria te visto na vida,
nunquinha teria lhe conhecido,
e não esporadicamente sinto-me
esquecido, mas pensando bem,
você é só mais uma ferida, tipo,
alguém que realmente não me
faz bem, e mais o vazio que me
trazes, pôrra, serve apenas pra
que eu queira desesperadamente
fazer as pazes comigo mesmo,
dispenso teu cinismo, amor, quem
sabe um dia, mas não zombes desse
pobre menino, Dona noite, tenho
pretexto, e motivo de sobra pra melancolia!
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O amanhã contra teus cantos de lábios!





Pela cidade, incerteza,
a beleza da tua saúde,
e as dissimulações da
tua juventude em prol
da minha insanidade;
maldito doce sorriso
que quase sempre me
engana, por trás dos
teus perversos planos
de fins-de-semana, não
sei ao certo o que te inspira,
nem à quem te compara, enquanto
conspira o universo versus meus versos,
isso, menina, vai rindo da minha cara,
'té parece que um dia não envelhece!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aleatoriedades









Fingindo inocência,
esconde a carência
na mochila, e dobra
a esquina, a menina
de lábios à morder,
com a libido de quem 
nunca teve o coração
partido, pobre bela
moça, acha que nunca
vai ter...

sábado, 13 de outubro de 2012

Marasmo, mar de "mesmos"










As mesmas ruas,
os mesmos caminhos
de volta pra casa,
passarinho sem asas
fadado à ser menino
nessa prisão que é o
chão, e um céu noturno
lindo de doer pra voar!
Quase sem ambição,
nesse momento só queria
poder perder-se à esmo,
certo de que não tenho o
que preciso, vagar pela
estrada do ermo que leva
o sarcasmo do teu sorriso,
e o marasmo que impera
nesses teus doces lábios
de pouca simplicidade,
pela cidade, outra vez sozinho
sob tão bonita lua, os mesmos
caminhos, as mesmas ruas...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Garota translúcida, menino invisível.















Lá vem, lá vem outra vez, a menina translúcida!
Vem da cálida madrugada,  pálida como a luz natural
desta manhã em particular, passou a noite inteira acordada,
insone, sei lá, esqueci seu nome, nem lembro que mês foi
aquele que por último nos falamos, e pouco importa, nunca
sabemos pra onde vamos quando resolves voltar, ou em que
porta do tempo entraste, quando fugiste pela última vez;
só volta quando menos forte fica, sem as luzes artificiais dos
holofotes que falsamente lhe dão atenção, e eu bobo, sempre
perto, de peito aberto, estranhamente sempre volto à me encolher
no canto escuro da tua mente, engraçado, sou sempre aquele deixado
de lado, resta-me a visão da tua nuca, tanto "sempre" que só soam
como "nunca", e novamente  à tua espera, em uma esfera com atmosfera
de abandono, desaparece, um cão sem dono quando eventualmente 'cê me esquece...

sábado, 6 de outubro de 2012

Nem sei como é, mas sei que gosto do teu gosto!









À beira do teu leito velo teu sono,
entre tuas pernas, travesseiro, um
anjo arteiro, mas sem jeito, cá com
o segredo do meu silêncio à imaginar
como seria um dia pôr a língua bem
no meio da tua vida, querida, perguntar
ao teu ouvido do que de fato tens medo,
e que gosto haveria de ter teu desgosto?
Provar o doce estranho desse teu bem
querer, sem querer saber por quem diabos
há de ser, e com a plena certeza de que eu
não sou, baby, não sou do tipo que insisto,
me sinto bobo, e desisto, aceito, e me deito
como um cão leal...à beira do teu leito.