Do pó ao pó, da água pro vinho, precisamos parar de romantizar que não seja possível morrer sozinho, muitos sem amor eu vi partir e cada vez mais se evidencia a verdade de Tim Maia que "...um nasce pra sofrer enquanto o outro ri", a cordialidade do sol versus a antipatia do homem e assim afetos ficam cada vez mais raros, tempos de violência gratuita e sorrisos tão caros, "Deus" agora é tipo uma gíria na boca de "direitocidas" hipócritas, coisas ditas sem essência e sem reais boas intenções, eis a era das redes sociais, pseudo amigos, obsessões estéticas e falsas reações, os infernais tribunais virtuais e seus escolhidos réus, agradeço aos céus pelos que ainda encontro por aí tentando, pelejando, rogando ao pai celestial pela saúde de tranquilos amores com o mínimo de respeito e dignidade no caminho, ah, vida adulta, se fazer de doido é a lei pra não sucumbir às pressões de uma cidade filha da puta, da água pro vinho, do pó ao pó e hoje aos 45 ante a utopia da "felicidade constante" e tudo mais que se opõe ao "alívio", yes, sir, escolho estar só...
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Notas da caverna...
Do pó ao pó, da água pro vinho, precisamos parar de romantizar que não seja possível morrer sozinho, muitos sem amor eu vi partir e cada vez mais se evidencia a verdade de Tim Maia que "...um nasce pra sofrer enquanto o outro ri", a cordialidade do sol versus a antipatia do homem e assim afetos ficam cada vez mais raros, tempos de violência gratuita e sorrisos tão caros, "Deus" agora é tipo uma gíria na boca de "direitocidas" hipócritas, coisas ditas sem essência e sem reais boas intenções, eis a era das redes sociais, pseudo amigos, obsessões estéticas e falsas reações, os infernais tribunais virtuais e seus escolhidos réus, agradeço aos céus pelos que ainda encontro por aí tentando, pelejando, rogando ao pai celestial pela saúde de tranquilos amores com o mínimo de respeito e dignidade no caminho, ah, vida adulta, se fazer de doido é a lei pra não sucumbir às pressões de uma cidade filha da puta, da água pro vinho, do pó ao pó e hoje aos 45 ante a utopia da "felicidade constante" e tudo mais que se opõe ao "alívio", yes, sir, escolho estar só...
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Ansiedade versus serenidade
Um dia era só o mero escuro, anos mais tarde o que mais assombrava era o futuro, ora veja só você, de tanto que no passado vivi, de nostalgia em nostalgia por vezes quase sucumbi à deprê, vaguei entre prateleiras de uma extinta video locadora e uma saudosa loja de discos ali na Praça do Ferreira que há muito fechou, me chamam de "doido" e eu digo "romântico a retrô", só que a certa altura descobri o perigo de estar sempre voltando no tempo e aí acabei substituindo pela aflição do porvir, vez por outra em par com a solidão e de súbito um medo absurdo de no mundo estar completamente só, fase adulta, fantasmas agora dentro de nós e contrariando aquela célebre frase, sim, os olhos não vêem e mesmo assim o coração ainda sente, que porra de ironia, um melancólico forçado a sair pra ver gente, temores, tremores, ontem quase cedi, quando então num salto decidi recorrer ao mar e ao asfalto, nadar, fumar um, ouvir uma musiquinha e pedalar, bem, infelizmente disso também é feita a vida, né, de presenças incômodas e visitas indevidas, ontem ouvi nitidamente ela bater na porta do peito com certa violência e quis porque quis invadir meu ser, VAISIFUDÊ, resisti pela benção da ciência e pela graça da divindade...ansiedade.
domingo, 5 de julho de 2026
Desertos nossos de cada dia...
No âmago da minha solitude fiz uma oração, os diferentes do mundo por muitos taxados como "doidos", mas os extremistas religiosos se dizem os mais "sãos", sim, sou um aleatório homem de fé, por incontáveis vezes marginalizado pela minha aparência e é claro que eles não ligam se sofri com falsas expectativas e o peso da ausência, não, eles não viram aquele otário levar um "fora" no dia do seu aniversário, não, eles acham que eu não amo porque não chorei no velório do meu irmão, eles e seus estereótipos, nós e o nosso "sentir", agradeço aos céus pelos gentis estranhos e sorrisos sinceros ao longo do caminho e aonde não me senti inserido me deixei partir, a cidade sob tão exuberante lua, a simplicidade daquelas pessoas e suas "comidas de rua", os horrores dos conservadores versus sonhos progressistas, eu tenho uma extensa coleção de amores platônicos e meu melhor amigo da vida é um cientista, de saudades e distâncias bem entendo, gracias, bom Deus, pois já não sou mais aquele moleque à flor da pele que agia puramente por emoção, hoje temo mais euforias e alegrias demasiadas, em plena avenida movimentada mesmo assim eu fiz uma oração...
sábado, 2 de maio de 2026
E é mais um fim de semana no futuro frio...
terça-feira, 24 de março de 2026
Quantos filhos da puta!
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
A rede (anti) social...
A vida por detrás das telas e as paisagens além das reais janelas, extremamente necessário se faz vez por outra perambular pela cidade, violência, ego e vaidade, basicamente os "carros chefe" do mundo virtual de hoje, a pseudo "felicidade" agora se resume a "caras e bocas", vídeos curtos em lugares caros frequentados ao som das pretensas "trilhas sonoras da vitória" e meras imagens, até os términos passaram a ser mais frios e dolorosos via mensagens, de contatos físicos pouco a pouco se esquece e a relação "olho no olho" cada vez mais enfraquece, quase ninguém mais encara o nada perdendo-se em pensamentos debruçados na janela, escassez de românticos, o samba a dois perdendo o ritmo na realidade regida pelo tal algoritmo, é, Deus, a raça humana definitivamente não tá legal, as ilusões das super relevâncias, a falsidade normalizada e os milhares de "amigos" na rede (anti) social...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
O balanço do mar, o balanço da rede e o Nordeste no Oscar, ah....
O balanço do mar, sobre amigos e entes queridos à Deus falo enquanto pela ciclovia da orla pedalo, dos mais fortes transmissores de energia, à saber os olhos, olhares, carregados, maliciosos, mal intencionados olhares ao longo do trajeto comprometeram minha paz, vez por outra algo aqui dentro aperreia, porra, pra onde quer que se vá a gente se depara com uma cara feia, mas eis que então desvio e me deparo com a visão que me devolve a serenidade, o tímido sorriso da moça com cara de sono, a pureza das crianças sob a luz do entardecer na cidade e subitamente esqueço dos intimamente incomodados com a nossa alegria, quão insignificante de tão pequeno o seu veneno falho, foda-se, é Nordeste no oscar, caralho, inimizades políticas, ano eleitoral, adoro pizza tanto quanto odeio carnaval, sigo em perfeita direção oposta à multidão, busco o silêncio como andarilho no deserto morrendo de sede e já de volta pra casa daqui mal ouço a péssima "música" alta contrastando com o delicioso ranger do armador no balanço da rede...







