sábado, 2 de maio de 2026

E é mais um fim de semana no futuro frio...


E é mais um final de semana no futuro frio, a solidão tão mais ensurdecedora do que o mais irritante barulho de moto, dos mais comuns enganos de hoje, achar que tal criatura é gente fina só porque vive sorrindo nas fotos e me pergunto por onde andam os solitários em suas devidas janelas, vida de celular, tudo, tudo filmado,nem as lágrimas são respeitadas mais nas telas, seja no desespero de fazer sorrir ou forçar outros tipos de emoções, ilusões banalizadas, nossa, até a graça de curtir "fossas" estão tomando de nós, zero vezes nada, agora só curtidas nas postagens e frustrações nas caixas de mensagens, era uma vez doces esperas e bilhetionhs de amor, vixe, meras lendas dos seus antepassados, eis aqui um viajante do passado preso numa realidade do qual não pertenço, às vezes otimista, mas na maioria das vezes muita merda penso e sigo pedalando cá com meu melhor amigo de sempre, 
ele, o vazio, bem, quem de bem não vem que parta, já são quase trinta anos desde a última vez que recebi uma carta, outra vez o amor fingiu que não me viu e é mais um fim de semana no futuro frio...

terça-feira, 24 de março de 2026

Quantos filhos da puta!


E então o tal "futuro", tempos de fome e sede...de amor, humor pra ferir, zombar, tudo, menos sorrir, volto no tempo e me imagino na rede na varanda à noite, ouvindo as canções do meu tempo que hoje chamam "flashbacks", inocentes tempos adolescentes que com pouco se diverte, tão diferente que era o "gostar" da nossa época e a vida sem internet, tão, mas tão vazias as calçadas de hoje, gente sentada às portas só em algumas periferias e como eu preferia e prefiro o antes ao agora, lá fora o vento sopra enquanto aqui dentro temporariamente cai a conexão, ah, quanto tempo que não sento no chão pra ver televisão, que saudade de ver novela com a família, virei "ilha" em tempos egoístas de divisão, pessoas maldosamente opinando sobre a vida alheia, mas estranhamente se "inibindo" de abençoar e bendizer o próximo, a distorcida e cruel religião sem genuína fé, pois é, gente que na alegria dos outros fogo ateia, a miserável "direita" que onde chega, enfeia, "verdades" e mais "verdades absolutas" e nessa certeza burra do " merecido caminho certo", me perdoa, Deus, mas quantos filhos da puta se auto intitulando "exclusivos filhos teus"...

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A rede (anti) social...



A vida por detrás das telas e as paisagens além das reais janelas, extremamente necessário se faz vez por outra perambular pela cidade, violência, ego e vaidade, basicamente os "carros chefe" do mundo virtual de hoje, a pseudo "felicidade" agora se resume a "caras e bocas", vídeos curtos em lugares caros frequentados ao som das pretensas "trilhas sonoras da vitória" e meras imagens, até os términos passaram a ser mais frios e dolorosos via mensagens, de contatos físicos pouco a pouco se esquece e a relação "olho no olho" cada vez mais enfraquece, quase ninguém mais encara o nada perdendo-se em pensamentos debruçados na janela, escassez de românticos, o samba a dois perdendo o ritmo na realidade regida pelo tal algoritmo, é, Deus, a raça humana definitivamente não tá legal, as ilusões das super relevâncias, a falsidade normalizada e os milhares de "amigos" na rede (anti) social...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O balanço do mar, o balanço da rede e o Nordeste no Oscar, ah....



O balanço do mar, sobre amigos e entes queridos à Deus falo enquanto pela ciclovia da orla pedalo, dos mais fortes transmissores de energia, à saber os olhos, olhares, carregados, maliciosos, mal intencionados olhares ao longo do trajeto comprometeram minha paz, vez por outra algo aqui dentro aperreia, porra, pra onde quer que se vá a gente se depara com uma cara feia, mas eis que então desvio e me deparo com a visão que me devolve a serenidade, o tímido sorriso da moça com cara de sono, a pureza das crianças sob a luz do entardecer na cidade e subitamente esqueço dos intimamente incomodados com a nossa alegria, quão insignificante de tão pequeno o seu veneno falho, foda-se, é Nordeste no oscar, caralho, inimizades políticas, ano eleitoral, adoro pizza tanto quanto odeio carnaval, sigo em perfeita direção oposta à multidão, busco o silêncio como andarilho no deserto morrendo de sede e já de volta pra casa daqui mal ouço a péssima "música" alta contrastando com o delicioso ranger do armador no balanço da rede...

domingo, 4 de janeiro de 2026

Preces na bike...


Basicamente a vida é de buscar "nosso lugar ao sol" mesmo quando anoitece, hoje talvez alguém de ti lembrará, sei lá e claro, há quem intencionalmente esquece, foda-se, não nos cabe saber do amanhã, frases feitas, promessas vãs, foi cansado dessa merda toda que um dia me afeiçoei à solidão, tá, odeio o termo "seletivo", mas mediante energias exaladas te chamarei "amigo" ou não, preces, preces e mais preces de asfalto, agora elevo os pensamentos aos cansados e desiludidos, abençoo os falsamente alegres e os demais de coração fodido, rogo ao pai que envie fiéis ouvintes, colos e abraços sinceros, verdade seja dita, já quase não espero, mesmo não perdendo a fé, pois é, enquanto isso da janela de algum automóvel alguém grita:"Óu doido!", agradeço à Deus pela graça de "falar sozinho" sob o holofote natural da lua cheia, aparento frieza, mas o que tu e a maior parte da cidade não sabem é que meu peito anseia pela beleza da simplicidade além do rosto e dos teus tantos "likes", leia "falsos gostares", no chuveiro eu canto e quase sempre oro na bike, rogo pelo que na pele já senti, ai dos traídos e deixados que nessa hora amargam enganos, desses também não esqueci, era então a primeira noite de sábado do ano...


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

E lá se vai dezembro...


E lá se vai dezembro, lembro tempos passados mais esperançosos e amenos, lembro materialismos bem menos "obscenos" e mesmo com seriados e filmes temáticos essencialmente aqui o feriado já não existe mais, anos sem mãe, ah, quantos natais, tá bom, ainda admiro as luzes decorativas e os enfeites das casas, uma vontade louca de ao menos nesse dia ter asas só pra melhor curtir minha "ilusão panorâmica", de tristezas e malancolias melhor se faz rima, tudo tão pacífico aqui de cima, as pessoas e suas incansáveis desavenças políticas, os semáforos ignorados por seus devidos filhos da puta, aqui do alto nada disso se escuta, porra, se imaginar voando é muito foda, né não, mas é só o efeito da cannabis enquanto o pneu da bicicleta e o mundo rodam, sofrência nos fones de ouvido, nostalgias e mais nada, um dia pra alguém um sentido na vida e hoje não passamos de uma lembrança anuviada, um nome do qual se esforçam pra lembrar, é noite da véspera e cá com os anjos estou a pedalar, grato por gente chata e tóxica que se foi e aqui não volta mais, agora estou passando em frente à uma igrejinha, quem diria, meu Deus que um dia fui membro, lá se vai dezembro, mais um dezembro que se vai...

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Sabe como é e tal...







Às vezes puto, às vezes "zen", um ser isolado em seu planetoide não quer briga com ninguém, aquele lá sou eu à vista de alguma luneta, "Respect" como há muito cantou Aretha, pessoas mundo afora desesperadamente tentando ser amadas ainda que sem sucesso e cá estou, um grão de poeira ante a vastidão do universo e mesmo assim em paz como tanto quis e não pude em minha conturbada juventude, por quantas vezes esquecido amor próprio, os filmes favoritos que tanto quis ver junto com amigos, mas convidar não me atreveria porque, francamente, não acho que alguém viria, importâncias e atenções que de muitos não tive até que fosse conveniente, migalhas que esperei cair da mesa ao longo da vida e hoje eu sou um anônimo contente, assobiando em sua bicicleta no calçadão da orla, feliz invisível à espera de nada, sem dias ou noites promissoras além de "reels" compartilhados e frias mensagens impessoais de operadoras, versos soltos que recito aos ares afim de encontrar reais afetos, nem tão bonito, nem tão esperto, o sagaz de mim passa de largo, no baseado um trago e sopro deixando a visão da lua turva, só mais uma curva e logo, logo estarei de volta à minha triste rua, somos instantes, amores em restaurantes, postagens com aquelas trilhas sonoras de "viórias", sabe como é e tal, mostrar ao mundo virtual o quão "bem" estão e então o contraste com a última prece de um suburbano sob a santa água do chuveiro, agradecendo ao pai pelas paisagens ao longo do caminho e por ter chegado em casa inteiro, viver=gastar, estúpido significado pra grande maioria, respirar, locomover, ter o que comer e assim devidamente glorifico meu Deus ao findar do dia...