Mente-abóbora
sábado, 2 de maio de 2026
E é mais um fim de semana no futuro frio...
terça-feira, 24 de março de 2026
Quantos filhos da puta!
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
A rede (anti) social...
A vida por detrás das telas e as paisagens além das reais janelas, extremamente necessário se faz vez por outra perambular pela cidade, violência, ego e vaidade, basicamente os "carros chefe" do mundo virtual de hoje, a pseudo "felicidade" agora se resume a "caras e bocas", vídeos curtos em lugares caros frequentados ao som das pretensas "trilhas sonoras da vitória" e meras imagens, até os términos passaram a ser mais frios e dolorosos via mensagens, de contatos físicos pouco a pouco se esquece e a relação "olho no olho" cada vez mais enfraquece, quase ninguém mais encara o nada perdendo-se em pensamentos debruçados na janela, escassez de românticos, o samba a dois perdendo o ritmo na realidade regida pelo tal algoritmo, é, Deus, a raça humana definitivamente não tá legal, as ilusões das super relevâncias, a falsidade normalizada e os milhares de "amigos" na rede (anti) social...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
O balanço do mar, o balanço da rede e o Nordeste no Oscar, ah....
O balanço do mar, sobre amigos e entes queridos à Deus falo enquanto pela ciclovia da orla pedalo, dos mais fortes transmissores de energia, à saber os olhos, olhares, carregados, maliciosos, mal intencionados olhares ao longo do trajeto comprometeram minha paz, vez por outra algo aqui dentro aperreia, porra, pra onde quer que se vá a gente se depara com uma cara feia, mas eis que então desvio e me deparo com a visão que me devolve a serenidade, o tímido sorriso da moça com cara de sono, a pureza das crianças sob a luz do entardecer na cidade e subitamente esqueço dos intimamente incomodados com a nossa alegria, quão insignificante de tão pequeno o seu veneno falho, foda-se, é Nordeste no oscar, caralho, inimizades políticas, ano eleitoral, adoro pizza tanto quanto odeio carnaval, sigo em perfeita direção oposta à multidão, busco o silêncio como andarilho no deserto morrendo de sede e já de volta pra casa daqui mal ouço a péssima "música" alta contrastando com o delicioso ranger do armador no balanço da rede...
domingo, 4 de janeiro de 2026
Preces na bike...
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
E lá se vai dezembro...
E lá se vai dezembro, lembro tempos passados mais esperançosos e amenos, lembro materialismos bem menos "obscenos" e mesmo com seriados e filmes temáticos essencialmente aqui o feriado já não existe mais, anos sem mãe, ah, quantos natais, tá bom, ainda admiro as luzes decorativas e os enfeites das casas, uma vontade louca de ao menos nesse dia ter asas só pra melhor curtir minha "ilusão panorâmica", de tristezas e malancolias melhor se faz rima, tudo tão pacífico aqui de cima, as pessoas e suas incansáveis desavenças políticas, os semáforos ignorados por seus devidos filhos da puta, aqui do alto nada disso se escuta, porra, se imaginar voando é muito foda, né não, mas é só o efeito da cannabis enquanto o pneu da bicicleta e o mundo rodam, sofrência nos fones de ouvido, nostalgias e mais nada, um dia pra alguém um sentido na vida e hoje não passamos de uma lembrança anuviada, um nome do qual se esforçam pra lembrar, é noite da véspera e cá com os anjos estou a pedalar, grato por gente chata e tóxica que se foi e aqui não volta mais, agora estou passando em frente à uma igrejinha, quem diria, meu Deus que um dia fui membro, lá se vai dezembro, mais um dezembro que se vai...
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Sabe como é e tal...
Às vezes puto, às vezes "zen", um ser isolado em seu planetoide não quer briga com ninguém, aquele lá sou eu à vista de alguma luneta, "Respect" como há muito cantou Aretha, pessoas mundo afora desesperadamente tentando ser amadas ainda que sem sucesso e cá estou, um grão de poeira ante a vastidão do universo e mesmo assim em paz como tanto quis e não pude em minha conturbada juventude, por quantas vezes esquecido amor próprio, os filmes favoritos que tanto quis ver junto com amigos, mas convidar não me atreveria porque, francamente, não acho que alguém viria, importâncias e atenções que de muitos não tive até que fosse conveniente, migalhas que esperei cair da mesa ao longo da vida e hoje eu sou um anônimo contente, assobiando em sua bicicleta no calçadão da orla, feliz invisível à espera de nada, sem dias ou noites promissoras além de "reels" compartilhados e frias mensagens impessoais de operadoras, versos soltos que recito aos ares afim de encontrar reais afetos, nem tão bonito, nem tão esperto, o sagaz de mim passa de largo, no baseado um trago e sopro deixando a visão da lua turva, só mais uma curva e logo, logo estarei de volta à minha triste rua, somos instantes, amores em restaurantes, postagens com aquelas trilhas sonoras de "viórias", sabe como é e tal, mostrar ao mundo virtual o quão "bem" estão e então o contraste com a última prece de um suburbano sob a santa água do chuveiro, agradecendo ao pai pelas paisagens ao longo do caminho e por ter chegado em casa inteiro, viver=gastar, estúpido significado pra grande maioria, respirar, locomover, ter o que comer e assim devidamente glorifico meu Deus ao findar do dia...






