E lá se vai dezembro, lembro tempos passados mais esperançosos e amenos, lembro materialismos bem menos "obscenos" e mesmo com seriados e filmes temáticos essencialmente aqui o feriado já não existe mais, anos sem mãe, ah, quantos natais, tá bom, ainda admiro as luzes decorativas e os enfeites das casas, uma vontade louca de ao menos nesse dia ter asas só pra melhor curtir minha "ilusão panorâmica", de tristezas e malancolias melhor se faz rima, tudo tão pacífico aqui de cima, as pessoas e suas incansáveis desavenças políticas, os semáforos ignorados por seus devidos filhos da puta, aqui do alto nada disso se escuta, porra, se imaginar voando é muito foda, né não, mas é só o efeito da cannabis enquanto o pneu da bicicleta e o mundo rodam, sofrência nos fones de ouvido, nostalgias e mais nada, um dia pra alguém um sentido na vida e hoje não passamos de uma lembrança anuviada, um nome do qual se esforçam pra lembrar, é noite da véspera e cá com os anjos estou a pedalar, grato por gente chata e tóxica que se foi e aqui não volta mais, agora estou passando em frente à uma igrejinha, quem diria, meu Deus que um dia fui membro, lá se vai dezembro, mais um dezembro que se vai...
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Sabe como é e tal...
Às vezes puto, às vezes "zen", um ser isolado em seu planetoide não quer briga com ninguém, aquele lá sou eu à vista de alguma luneta, "Respect" como há muito cantou Aretha, pessoas mundo afora desesperadamente tentando ser amadas ainda que sem sucesso e cá estou, um grão de poeira ante a vastidão do universo e mesmo assim em paz como tanto quis e não pude em minha conturbada juventude, por quantas vezes esquecido amor próprio, os filmes favoritos que tanto quis ver junto com amigos, mas convidar não me atreveria porque, francamente, não acho que alguém viria, importâncias e atenções que de muitos não tive até que fosse conveniente, migalhas que esperei cair da mesa ao longo da vida e hoje eu sou um anônimo contente, assobiando em sua bicicleta no calçadão da orla, feliz invisível à espera de nada, sem dias ou noites promissoras além de "reels" compartilhados e frias mensagens impessoais de operadoras, versos soltos que recito aos ares afim de encontrar reais afetos, nem tão bonito, nem tão esperto, o sagaz de mim passa de largo, no baseado um trago e sopro deixando a visão da lua turva, só mais uma curva e logo, logo estarei de volta à minha triste rua, somos instantes, amores em restaurantes, postagens com aquelas trilhas sonoras de "viórias", sabe como é e tal, mostrar ao mundo virtual o quão "bem" estão e então o contraste com a última prece de um suburbano sob a santa água do chuveiro, agradecendo ao pai pelas paisagens ao longo do caminho e por ter chegado em casa inteiro, viver=gastar, estúpido significado pra grande maioria, respirar, locomover, ter o que comer e assim devidamente glorifico meu Deus ao findar do dia...
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
Terapia em movimento...
Muitos chamam "loucos" e levam à mal os que voluntariamente se isolam, mas eu não sou exatamente um misantropo não, sabe, é só que dependendo do circulo social eu prefiro animais e bikes, dias de hoje, tantos perdidos no mundo virtual procurando "abrigo", entre "números, visualizações e likes", chamando qualquer um de "amigo" , bem, após os quarenta isso já não me admira, "mentira" super define, daqui do asfalto vejo uns montes afundados nos vícios, outros no crime, até sonhar tá complicado, quem diria, odeio "sonhos" de padaria e aqueles em que desperto sem o singelo e breve toque das mãos que senti enquanto dormia, eu sou rei dos "quase" e dos amores platônicos pedalando para não ser vencido pelo vazio e a monotonia, amigos escassos, anos e anos sem abraços e de quebra não consigo externar meus choros, a inevitável ansiedade de um trovador implosivo pelas avenidas da cidade, fim de tarde, quase noite, madrugada, quase dia, muitos me recomendam "análise" para a saúde da alma e seus cortes, mas é ao relento, sob a luz da lua e dos postes que faço minha "terapia em movimento", nos meus fones sons de melancolia, Radiohead, Norah Jones, sei lá, talvez eu pire um dia, talvez seja um alerta, foda-se, aqui pelas "noites lombrísticas", no âmago dos meus devaneios e desvarios solitário rio, imensamente agradecendo ao Deus bendito pela minha "psicóloga de metal" chamada "bicicleta"...
quinta-feira, 26 de junho de 2025
Silêncio, necessário silêncio...
sexta-feira, 14 de março de 2025
Querem ser você, às vezes como querem!
quinta-feira, 6 de março de 2025
"Simples cidade"...
Calmaria nos tempos dos "amores de aplicativos", já tive muitos "nãos" e a maioria deles definitivos, tortas, portas na cara, feliz ou infelizmente a esperança de um tolo não para, não cessa, solitário já há muito, mas agora pelas ciclovias sigo sem pressa, o tanto que já me inferiorizei por meras belezas exteriores, o tanto que ornamentei pessoas sem reais "recheios" quando linda mesmo é a simplicidade, não aquela porra fingida de caras e bocas das redes sociais, não aqueles pretensos "vencedores" postando bebidas e lugares caros que frequentam e seus perecíveis bem materiais, não, não me leve a mal, mas o verdadeiro e genuíno "simples" te faz sentir "igual" e sendo assim eis o porquê da solidão como melhor opção, a dura espera de um abraço sincero e um calor das mãos que te faça realmente "existir", desistir, ó quantos pensamentos mórbidos pelo fim de semana afora, quanta gente se entregando em suas batalhas particulares, pela frente toda uma vida, pela frente uma vida toda e por esses rogo ao pai por energias e fé renovadas, e o resto, bem, que se foda, foi-se outra vez o entardecer, pedalo principalmente pra esquecer rostos que no passado me iludiram, por ora vou lembrando das pouquíssimas vezes onde fui feliz e pela graça divina continuo pagando cada dívida, muitos me chamam "estranho", raros me chamam "peculiar", só sei que sou do mar, poeta anônimo qualquer de alguma rua sem saída...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Dias assim, dias que nem...
Tempos modernos, dias estranhos, os que mais se definem "sãos" são os mais insanos, gentileza escassa e o ódio que já nem mais se disfarça, de canalhas criaturas incondicionalmente devotas, eles, os "patridiotas"; nas notícias diárias violência que até parece filme, oxalá das duras experiências pudermos viver ao menos pelo aprendizado, oxalá fosse o "bem organizado", mas infelizmente é o "crime", Deus meu, meu Deus, penso na ingenuidade da minha infância e nos vazios da juventude e hoje em dia meu coração mal se ilude, amar, me sinto esfriando e cada vez menos me importando, a coisa mais difícil nessa vda é tu me ver chorar, mas a verdade é que internamente choro pelos amigos que se perdem e os que se vão, choro com medo de perder a fé e que minhas preces sejam em vão, não, pensar nisso não, é só a porra da melancolia que aumenta nos feriados e invernos, na boca ao invés de um beijo um bocejo, dias estranhos, tempos modernos..






