terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A rede (anti) social...



A vida por detrás das telas e as paisagens além das reais janelas, extremamente necessário se faz vez por outra perambular pela cidade, violência, ego e vaidade, basicamente os "carros chefe" do mundo virtual de hoje, a pseudo "felicidade" agora se resume a "caras e bocas", vídeos curtos em lugares caros frequentados ao som das pretensas "trilhas sonoras da vitória" e meras imagens, até os términos passaram a ser mais frios e dolorosos via mensagens, de contatos físicos pouco a pouco se esquece e a relação "olho no olho" cada vez mais enfraquece, quase ninguém mais encara o nada perdendo-se em pensamentos debruçados na janela, escassez de românticos, o samba a dois perdendo o ritmo na realidade regida pelo tal algoritmo, é, Deus, a raça humana definitivamente não tá legal, as ilusões das super relevâncias, a falsidade normalizada e os milhares de "amigos" na rede (anti) social...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O balanço do mar, o balanço da rede e o Nordeste no Oscar, ah....



O balanço do mar, sobre amigos e entes queridos à Deus falo enquanto pela ciclovia da orla pedalo, dos mais fortes transmissores de energia, à saber os olhos, olhares, carregados, maliciosos, mal intencionados olhares ao longo do trajeto comprometeram minha paz, vez por outra algo aqui dentro aperreia, porra, pra onde quer que se vá a gente se depara com uma cara feia, mas eis que então desvio e me deparo com a visão que me devolve a serenidade, o tímido sorriso da moça com cara de sono, a pureza das crianças sob a luz do entardecer na cidade e subitamente esqueço dos intimamente incomodados com a nossa alegria, quão insignificante de tão pequeno o seu veneno falho, foda-se, é Nordeste no oscar, caralho, inimizades políticas, ano eleitoral, adoro pizza tanto quanto odeio carnaval, sigo em perfeita direção oposta à multidão, busco o silêncio como andarilho no deserto morrendo de sede e já de volta pra casa daqui mal ouço a péssima "música" alta contrastando com o delicioso ranger do armador no balanço da rede...

domingo, 4 de janeiro de 2026

Preces na bike...


Basicamente a vida é de buscar "nosso lugar ao sol" mesmo quando anoitece, hoje talvez alguém de ti lembrará, sei lá e claro, há quem intencionalmente esquece, foda-se, não nos cabe saber do amanhã, frases feitas, promessas vãs, foi cansado dessa merda toda que um dia me afeiçoei à solidão, tá, odeio o termo "seletivo", mas mediante energias exaladas te chamarei "amigo" ou não, preces, preces e mais preces de asfalto, agora elevo os pensamentos aos cansados e desiludidos, abençoo os falsamente alegres e os demais de coração fodido, rogo ao pai que envie fiéis ouvintes, colos e abraços sinceros, verdade seja dita, já quase não espero, mesmo não perdendo a fé, pois é, enquanto isso da janela de algum automóvel alguém grita:"Óu doido!", agradeço à Deus pela graça de "falar sozinho" sob o holofote natural da lua cheia, aparento frieza, mas o que tu e a maior parte da cidade não sabem é que meu peito anseia pela beleza da simplicidade além do rosto e dos teus tantos "likes", leia "falsos gostares", no chuveiro eu canto e quase sempre oro na bike, rogo pelo que na pele já senti, ai dos traídos e deixados que nessa hora amargam enganos, desses também não esqueci, era então a primeira noite de sábado do ano...