Desencantos, desencontros, alguns até tentaram, mas apenas encontraram amor em contos, outros tantos apenas sobejam sentimentos e não reconhecem o que de bonito no caminho possui, mágico se não fosse irônico, trágico se não fosse cômico, oxalá nunca tivesse sido platônico, mas a verdade é que eu sempre fui, décadas de "quase" e ilusões de varandas ao longo da cidade, paixonites tão menos reais que minhas crises de ansiedade e labirintite, lamúrias de desamores, lembranças de coração partido e eis que então penso na solidão daquele querido que num quarto barato qualquer de motel partiu só numa overdose de pó, pai de primeira viagem, o tipo que quase ninguém mais menciona, o cara quase nunca marcado nas postagens, invisibilidade em vida e no mundo virtual, uau, dez anos voam e em muito menos tempo podemos ser definitivamente deletados das memórias dos que se dizem "sãos" ou se auto intitulam "santos", agraciados os que têm amigos e amores em dias invernais e noites de domingo, desencontros, desencantos...
domingo, 27 de setembro de 2026
Desencontros, desencantos...
Desencantos, desencontros, alguns até tentaram, mas apenas encontraram amor em contos, outros tantos apenas sobejam sentimentos e não reconhecem o que de bonito no caminho possui, mágico se não fosse irônico, trágico se não fosse cômico, oxalá nunca tivesse sido platônico, mas a verdade é que eu sempre fui, décadas de "quase" e ilusões de varandas ao longo da cidade, paixonites tão menos reais que minhas crises de ansiedade e labirintite, lamúrias de desamores, lembranças de coração partido e eis que então penso na solidão daquele querido que num quarto barato qualquer de motel partiu só numa overdose de pó, pai de primeira viagem, o tipo que quase ninguém mais menciona, o cara quase nunca marcado nas postagens, invisibilidade em vida e no mundo virtual, uau, dez anos voam e em muito menos tempo podemos ser definitivamente deletados das memórias dos que se dizem "sãos" ou se auto intitulam "santos", agraciados os que têm amigos e amores em dias invernais e noites de domingo, desencontros, desencantos...
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Notas da caverna...
Do pó ao pó, da água pro vinho, precisamos parar de romantizar que não seja possível morrer sozinho, muitos sem amor eu vi partir e cada vez mais se evidencia a verdade de Tim Maia que "...um nasce pra sofrer enquanto o outro ri", a cordialidade do sol versus a antipatia do homem e assim afetos ficam cada vez mais raros, tempos de violência gratuita e sorrisos tão caros, "Deus" agora é tipo uma gíria na boca de "direitocidas" hipócritas, coisas ditas sem essência e sem reais boas intenções, eis a era das redes sociais, pseudo amigos, obsessões estéticas e falsas reações, os infernais tribunais virtuais e seus escolhidos réus, agradeço aos céus pelos que ainda encontro por aí tentando, pelejando, rogando ao pai celestial pela saúde de tranquilos amores com o mínimo de respeito e dignidade no caminho, ah, vida adulta, se fazer de doido é a lei pra não sucumbir às pressões de uma cidade filha da puta, da água pro vinho, do pó ao pó e hoje aos 45 ante a utopia da "felicidade constante" e tudo mais que se opõe ao "alívio", yes, sir, escolho estar só...
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