sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Silencioso






Lugares ermos, lugares ermos, sons de lamento, a trilha sonora do vento, aqui como sempre falando comigo mesmo...neste instante me sinto distante e espiritualmente doente, estranhos vazios e uma dolorosa impressão de que ninguém mais sente, algo pesado no ar, a tonalidade do céu, sei lá, a sanidade esvaindo-se, uma cratera no estômago transformando-se num túnel, aeronaves, submarinos, sonhos alheios, tudo, tudo passa através de mim e sinto-me cada dia mais feio! Encaro o mar de modo assustador, como que prestes à me deixar afundar, sei lá, é uma saudade de cantinhos onde nunca estive, uma falta de sensações que nunca tive na vida, quem passa e me vê assim imerso poderia cogitar uma vibe suicida, mas só estou mentalmente à deriva nos mares suspensos do universo, bem, deixa, você não entenderia, não há pra quem confessar meus pecados de ingratidão, daqui eu vejo sorrisos de quem adormece tranquilo e continuo insone, a velha fome de pele, as pessoas fazem grandes planos, aquela coisa de fim de ano, espírito natalino e tal e ainda me sinto menino esquecido, o marasmo traga meu entusiasmo, não há para onde eu corra, porra, oh não, lá vem melancolia de novo, amarga brada a alma: Foda-se ano novo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário