sábado, 24 de agosto de 2013

Moça no céu de bijuterias

Sonhei que sentei à beira de uma nuvem
pra lhe ver pairar no céu alaranjado, com
bijuterias encantadas ao redor, dança da
inocência, sem saber o por quê da tua distância, 
longe o alcance do teu pulso, mas eu ouço o eco
do teu coração ligeiro e nuances de quem nunca
me viu antes; flutua à toa, voa enquanto atua e bem
disfarça o sorriso sem graça cada vez que passa diante
da minha nuvem, segue indiferente ao meu ingênuo
devaneio à seu respeito, nosso peito entrelaçado, e
outro sonho sonhado, aquela casa na árvore com balanço,
rabiscos de giz colorido na parede e muitos discos espalhados
pelo chão, simpatia como colchão, me pergunto o que eu te fiz,
não tenho resposta, só a plena certeza que não fui eu quem te
deixou assim tão feliz, sentei à beira do sonho, e chorei até que
evaporou e formou uma nuvem, lá fora choveu e eu acordei...

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